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Osteomielite

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O que é Osteomielite?
 

A Osteomielite é um processo inflamatório agudo ou crônico do tecido ósseo, produzido por bactérias piogênicas (isto é, produtoras de pus). A bactéria responsável varia de acordo com a idade do paciente e o mecanismo da infecção. Esses agentes causadores (bactéria) chegam ao tecido ósseo de diferentes maneiras: através de infecções originadas em lesões cirúrgicas ou acidentais; através de partes infectadas do corpo que aumentam a sua área afetada, atingindo os ossos; pelo sangue, que pode trazer infecções de outras partes do corpo.

A Osteomielite pode ser de origem hematogênica, isto é, causada por bactérias que se originam de um foco infeccioso afastado do osso, chegando ao mesmo através da circulação sangüínea. Este tipo de Osteomielite ocorre mais comumente em crianças. Os locais dos ossos mais afetados são a metáfise (que é uma região altamente vascularizada nos ossos em crescimento) e a epífise dos ossos longos. Pode também ser devido a uma lesão
contígua ao osso, durante um trauma direto (como exemplo: trauma produzido por um instrumento pontiagudo, fratura exposta, feridas profundas), cirurgia ou a um foco infeccioso junto ao osso. A Osteomielite pode também ser secundária
a uma doença vascular periférica. Toda Osteomielite começa como infecção aguda. Se não tratada, ou se o tratamento
não for eficaz, evolui, por definição após seis meses, para Osteomielite crônica.

 

 

Morfologia

A morfologia da Osteomielite depende do estágio (aguda ou crônica) e localização da infecção. Uma vez localizada no osso, a bactéria prolifera e induz a uma reação inflamatória aguda. São liberadas toxinas e enzimas destrutivas, que reduzem o PH local e a tensão de oxigênio, aumenta a pressão intra óssea e causa a morte celular. O osso afetado sofre necrose dentro das primeiras 48 horas e a bactéria e a inflamação dissemina-se através da coluna óssea, podendo se infiltrar através do sistema Harvesiano para alcançar o periósteo. Nas crianças, o periósteo está frouxamente ligado a córtex, portanto abscessos subperiósteos consideráveis podem se formar, podendo se estender por grande distância ao longo da superfície óssea. O levantamento do periósteo ajuda a reduzir o suprimento sangüíneo para a região afetada, e tanto a supuração como as injúrias isquêmicas podem causar necrose óssea segmentar; os fragmentos de osso necrosados são conhecidos como seqüestros. A rotura do periósteo leva à formação de abscessos nos tecidos moles junto ao osso e à eventual formação de fístulas de drenagem (que drena material purulento para a superfície da pele ou outras estruturas do corpo). Algumas vezes, o seqüestro se fragmenta e forma corpos livres que passam através das fístulas. Nas crianças mais novas, mas raramente nos adultos, a infecção epifisária se estende através da superfície articular ou ao longo da cápsula e inserções tendoligamentares para dentro da cavidade articular, produzindo então Artrite Séptica, o que pode causar extensa destruição da cartilagem hialina e permanente incapacidade.
Um processo análogo envolve as vértebras, nas quais a infecção destrói a cartilagem e o disco intervertebral, e se estende para as vértebras adjacentes. No fim de algum tempo, surge a resposta do hospedeiro e, após a primeira semana de infecção, células inflamatórias crônicas tornam-se mais numerosas e estimulam a reabsorção óssea osteoclástica, crescimento interno de tecido fibroso e deposição de osso reativo na periferia. Na presença de um seqüestro, o material reativo ou osso lamelar pode ser depositado como uma luva de tecido vivo, conhecido como invólucro, ao redor do segmento de osso desvitalizado.

 

 

Como é feito o Diagnostico

O diagnóstico de osteomielite é feito principalmente através de radiografia (raio X) e, eventualmente, de tomografia computadorizada, ressonância magnética nuclear ou outras técnicas de diagnóstico por imagem.
Descobrir a causa exata da doença é essencial, pois o tratamento varia de acordo com o agente causador. Para isso, utilizam-se amostras de sangue ou da área lesada, onde esses organismos são mais facilmente encontrados.

 

 

Informativo

 

  • Mortalidade e Morbidade

 

A mortalidade pode ser significativa e pode incluir: disseminação da infecção para os tecidos vizinhos e cavidade articular; evolução para Osteomielite crônica, com dor e incapacidade do membro afetado; amputação da extremidade envolvida; infecção generalizada ou sepsis. A taxa de mortalidade é baixa, a não ser que exista sepsis ou sérias como órbidades do paciente.

 

  • Sexo

 

A doença é mais freqüente no sexo masculino na proporção de 2:1.

 

  • Agente Casual

 

As bactérias mais envolvidas são:

 

    1. Recém-nascidos (menos de 4 meses): Staphilococus aureus, Enterobacter species e Streptococus species dos Grupos A e B; 

 

    1. Crianças (de 4 meses a 4 anos): Staphilococus aureus, Streptococus species do Grupo A, Haemophilus influenzae e Enterobacter species

 

 

    1. Crianças e Adolescentes (de 4 anos até a idade adulta): Staphilococus aureus (80%), Streptucocus species do Grupo A, Haemophilus influenzae e Enterobacter species

 

    1. Adultos: Staphilococus aureus e ocasionalmente Enterobacter ou Streptococus species;

 

 

    1. Nas Osteomielites por trauma direto, geralmente: Staphilococus aureus, Enterobacter species e Pseudomonas species;

 

    1. Nas feridas perfurantes dos pés: Staphilococus aureus e Pseudomonas species

 

Praticamente todos os ossos do corpo podem desenvolver a doença. Os ossos longos das extremidades (braços e pernas, principalmente em crianças) e a espinha (coluna vertebral, principalmente em adultos) são os locais mais afetados. Em diabéticos, cerca da metade dos pacientes que têm pé diabético (úlcera no pé) desenvolvem osteomielite nessa região.

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Senhora de 50 anos. Diabética insulino-dependente e vasculopata já enxertada (femural). Lesão por ferimento acidental no dorso do pé há 4 meses.
Observar aspecto isquêmico e tendões expostos. Havia osteomielite.
 
 Após 2 meses e meio de tratamento com OHB e 53 sessões. Houve cicatrização completa, embora com deformidade do pé devido a osteomielite. Observar que casos crônicos tem tempo de evolução mais prolongado

Os sintomas variam de acordo com a localização da doença e incluem dor (localizada); limitação dos movimentos, se a infecção for perto de articulações (juntas); perda de sensibilidade, diminuição de força e problemas urinários, quando a coluna foi afetada; febre; não cicatrização de ferimentos no caso de traumas ou cirurgias; e outros.

Os ossos são tecidos altamente vascularizados (possuem um grande fluxo sangüíneo) e, se não controlada, a osteomielite pode se espalhar, causando a interrupção desse fluxo e a conseqüente morte do osso (necrose).

Ao lado estamos vendo um dos casos de Osteomielite, nas opções fotos vocês verão mais casos.

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